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Neurodiversidade em pauta: Horiens promove diálogo sobre inclusão e bem-estar

Horiens

Escrito por: Horiens - 20/08/2026

Live promovida pela Horiens reuniu convidados para ampliar o acesso à informação e estimular ambientes mais acolhedores às diferentes formas de perceber, interagir e viver o mundo

Promover saúde nas empresas passa, cada vez mais, por compreender as pessoas em sua diversidade e criar ambientes em que todos possam se desenvolver com respeito e qualidade de vida. Com esse olhar, a Horiens promoveu uma live sobre neurodiversidade para colaboradores das empresas que apoia na gestão de Seguros de Pessoas.

A iniciativa faz parte do trabalho da Horiens de ampliar o acesso à informação qualificada sobre saúde e bem-estar, apoiando seus clientes em uma gestão de saúde corporativa atenta às necessidades das pessoas.

Trazer a neurodiversidade para a conversa é uma oportunidade de ampliar nosso olhar sobre saúde e inclusão. Nosso papel é também contribuir para que as empresas tenham acesso a informações de qualidade e possam transformar esse conhecimento em cuidado no dia a dia”, destacou Érica Cela, integrante da área de Seguros de Pessoas da Horiens e moderadora do encontro.

A live está disponível no perfil da Horiens no YouTube. Para assistir, clique aqui.

Saúde para além da ausência de doença

Convidada da live, a neuropsicóloga e doutora em Psicologia da Saúde Edinete Nogueira propôs uma reflexão sobre como o próprio conceito de saúde vem se transformando.

Por muito tempo, saúde foi entendida como ausência de doença. Hoje, não. Ela está relacionada à nossa capacidade de gerenciar a nossa vida”, afirmou.

Edinete explicou que a neurodivergência está relacionada a formas de funcionamento diferentes do que é considerado neurotípico e pode estar associada, por exemplo, ao Transtorno do Espectro Autista (TEA), ao Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), à dislexia e a outras condições.

Neurodivergência é funcionamento diferente, não é limitação”, ressaltou.

Compreender essas diferenças é importante porque, muitas vezes, pessoas neurodivergentes fazem um esforço invisível para se adaptar às expectativas dos ambientes. A tentativa constante de “se encaixar” pode gerar grande sobrecarga cognitiva, fadiga e desgaste físico e mental. Questões sensoriais e seletividades também são frequentes e podem interferir em diferentes aspectos da vida cotidiana.

Inclusão começa pela escuta

Um dos pontos centrais da conversa foi a construção de ambientes neuroinclusivos, capazes de acolher diferentes necessidades, formas de comunicação, ritmos e maneiras de interagir com o mundo.

Rótulos são algo muito complicado. Diagnósticos não podem reduzir uma pessoa a eles”, pontuou Edinete.

Em vez de presumir o que alguém precisa, uma pergunta simples pode abrir espaço para a escuta: “Como eu posso te ajudar?”. É uma forma de permitir que cada pessoa expresse suas necessidades e escolhas e de colocar o pertencimento no centro da inclusão.

Nas empresas, trazer a neurodiversidade para a pauta também sinaliza abertura para aprender e evoluir. Isso envolve olhar não apenas para as necessidades, mas também para as potencialidades de cada pessoa.

Quando o diagnóstico atravessa toda a família

Na segunda parte da live, Victória Mariano, mãe de uma menina de 5 anos diagnosticada com TEA, trouxe a perspectiva de quem vivencia a neurodiversidade dentro de casa.

Os primeiros sinais surgiram ainda na primeira infância. Uma memória muito aguçada chamou a atenção da família e, paralelamente, a escola começou a perceber outros comportamentos. A avaliação médica especializada identificou novas evidências e então veio o diagnóstico de TEA.

A partir daí, a prioridade da família foi compreender as necessidades da criança e buscar recursos para favorecer seu desenvolvimento. As terapias trouxeram avanços significativos, mas também uma rotina intensa. Ao falar sobre o desafio de conciliar cuidados, trabalho e outras responsabilidades, Victória destacou uma aprendizagem importante: quem cuida também precisa se cuidar. Ela contou que chegou a enfrentar um burnout em um período em que deixou suas próprias necessidades de lado.

O preconceito também fez parte dessa trajetória. Victória relatou que a filha teve a matrícula recusada por duas escolas, sem sequer ser conhecida pessoalmente, apenas por causa do laudo.

Outro ponto que a preocupa é ouvir que a filha “nem parece autista”. Ainda que a frase muitas vezes venha acompanhada de uma boa intenção, ela pode carregar a expectativa de um comportamento típico o tempo inteiro, justamente quando a pessoa pode estar fazendo um grande esforço para se adaptar, pertencer e se moldar.

Victória falou ainda sobre o impacto emocional que o diagnóstico pode provocar nas famílias. Pode haver um “luto” pelas expectativas construídas, mas, para ela, é importante mudar o foco: compreender o que a criança precisa e ajudá-la em seu desenvolvimento e bem-estar.

A experiência também transformou sua própria maneira de enxergar a vida. “O que minha filha me ensinou é olhar o mundo com mais calma e sensibilidade. Não precisamos enxergar o mundo todos da mesma maneira”, destacou.

No fim, essa é também uma das principais mensagens do encontro: neurodiversidade é reconhecer diferentes formas de perceber, sentir, aprender, comunicar e interagir com o mundo. Incluir é criar espaço para essas diferenças e para que cada pessoa possa desenvolver suas potencialidades.

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